Wishlist de livros para o início 2016

2015 já está chegando ao seu fim e no meio literário tivemos lançamentos de obras maravilhosas. Infelizmente muitos livros são assustadoramente caros, o que deixa os nossos carrinhos de “desejados” abarrotados nos sites de livrarias.

Abaixo estão alguns dos títulos que quero muito em minha coleção no início de 2016:

listta de desejado de 2016

 

1 – “S”: a Intrinseca nos brindou neste final de ano com a sua edição de “S”, do Doug Dorst e J.J. Abrams. Estou louca para lê-lo e passear por seus mistérios. O preço está bem salgado, mas compatível com todo o trabalho da editora.

2 – “A Menina Submersa”, edição limitada: A DarkSide é uma editora que “chegou chegando” com títulos de dar inveja e com capas lindíssimas, a exemplo deste da Caitlin Kiernan. Li algumas resenhas desta obra que me deixaram muito curiosa.

3 – “Hellraiser: Renascido do Inferno”: Também da Darkside. Escrito por Clive Barker, este livro foi escrito com a intenção de virar um filme, e foi o que  de fato ocorreu em 1987. Já cheguei a ver pessoalmente este livro e o acabamento e capa são extremamente bem feitos.

4 – “Jurassic Park”: Já estou ansiando por este livro do Michael Crichton há meses e certamente irá compor a minha estante quando eu menos perceber. Ele foi publicado pela Editora Aleph.

5 – “A profecia de Samsara”: Escrito pela Leticia Vilela e publicado através da Editora Gutenberg, este é o único nacional. Estou louca por ele desde o seu lançamento.

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(Resenha) “A menina que colecionava borboletas”, de Bruna Vieira

A menina que colecionava borboletas

Título: A menina que colecionava borboletas

Autora: Bruna Vieira

Editora: Gutenberg

Nº de páginas: 152

ISBN: 978-85-8235-122-2

Hora ficção, hora um lapso da vida da autora, este livro é uma antologia de alguns sentimentos femininos em alguns momentos enfadonhos, em outros curiosos. Confesso que tive uma relação de amor e ódio com esta obra e precisei conversar com outra garota para poder entendê-la.

A principio eu não tinha interesse alguma por “A menina que colecionava borboletas”, a única coisa que me parecia verdadeiramente curiosa era a capa que é de uma beleza notável, contudo passei por um certo período de grande atividade com o meu site e eu precisava “escutar” o que uma “amiga” teria para me falar sobre o assunto, dar concelhos de como lhe dar com a popularidade que estava começando a ficar incomoda. Estacionei em uma livraria e em um breve passeio reencontrei esse livro e resolvi dar uma lida.

Já na apresentação a Bruna fala sobre aniversário e tentar não levar a sério as expectativas alheias. Parecia perfeito para mim não somente para entender outra pessoa que tinha passado por algo parecido comigo, mas porque em poucas semanas eu estaria aniversariando e aniversário sempre é uma data tensa para mim não por conta da nova idade, mas porque parece que todos os anos todos fazem competição para me irritar, enquanto eu só gostaria de ficar quieta em um canto.

Levei o livro para casa e não poderia estar mais enganada sobre o conteúdo.

O que eram crônicas interessantes tornaram-se em uma coletânea de choro angustiado adolescente e foi quase um martírio chegar até a metade da obra. Um misto de arrependimento e tentativa de finalizar o livro me preencheu até que fui desabafar com uma das minhas irmãs. Eu precisava “por para fora” o quanto aquelas crônicas eram ridículas, até que ela esclareceu que apesar de parecer situações surreais muito do que a Bruna estava citando em seus textos ocorriam com pessoas reais, muitas delas meninas ainda confusas com a própria maturidade sexual ou atordoadas pela expectativa da sociedade do que seria o seu “papel como mulher”.

Ter essa conversa abriu meus olhos, comecei a entender as dificuldades, inseguranças e anseios pelos quais as meninas eram obrigadas a passar por simples convenção social de “ter que amar” ou por pura imaturidade. Como muitas delas idealizam e superestimam o amor enquanto a realidade é muito mais crua. Caiu a ficha de que a autora é uma ótima observadora e isso explicou porque ela faz tanto sucesso entre o público adolescente.

Estar no comando da própria vida é uma das melhores sensações que o ser humano consegue experimentar. A melhor, até onde sei, ainda é o amor. Viver as duas coisas ao mesmo tempo não é tão simples quanto parece, como descrevem os filmes e livros. É raro. Muito raro. Nossa sorte é que tentar também é divertido — A menina que colecionava borboletas; pág. 15.

O livro foi escrito de forma bem impessoal onde encontramos termos como “sabe”, “né”, etc, como se ela estivesse conversando com alguém com quem tem grande amizade ou em seu diário. A obra também é composta por ilustrações da artista Malena Flores, a mesma desenhista que fez a capa.

Bruna, em um vídeo do seu canal, chegou a comentar o que estava planejando ao usar o termo “borboletas” no título. Ela queria fazer uma analogia com sentimentos e sentimentalismo é o que não falta nessa obra, o que pode incomodar um pouco as (os) leitoras (es) mais duras (os). Contudo, entre um texto e outro ela oscila entre aceitação da aparência, vida amorosa e trabalho. Em momento algum ela descreve garotas perfeitas, somente reais, então acho um livro válido para ler, especialmente se o (a) leitor (a) tiver interesse em ler vários recortes de reflexões em formato de crônicas somando ao fato de que a Bruna Vieira é uma autora que está crescendo cada vez mais, o que nos dá margem para imaginar no que ela se transformará em um futuro próximo. Mas já deixarei logo claro: alguns dos textos são tão melosos que dará vontade de arrancar os fios dos cabelos.