Escolha o seu lado da Força com a ajuda do Google

Google, meu filho, como sempre obrigada por existir!

É desnecessário comentar que com a estréia cada vez mais próxima do novo filme do “Star Wars”, a mania desencadeada por essa franquia está descontrolada. Estão vendendo de tudo no mercado, desde maiô com o tema do filme até [ponha aqui o que você tenha imaginado neste exato momento].

Contudo, a novidade para os fãns pobres e viciados no Google é que a empresa criou uma ferramenta super legal que permite ao usuário logado personalizar a sua conta e todos os seus aplicativos de acordo com imagens do filme “Star Wars: O Despertar da Força”. Mas o interessante não é só isso, você pode escolher qual lado da força quer participar, ou seja, seu tema estará de acordo ou com o Lado Luminoso ou o Lado Sombrio.

Star Wars _ O despertar da força

Tô tirando onda agora com o perfil do A.E.

Não vou contar o que acontece após você executar o aplicativo, mas adianto que a barrinha de carregamento do Gmail ficou da hora! Assim como a barra de progresso dos vídeos no Youtube (da hora! da hora!!!).

A principio pode parecer que não ocorreu muitas mudanças, mas você precisa explorar os aplicativos, acionar uma extensão (no caso do Chrome), acho que o bonequinho do Google Maps também muda e você pode personalizar os slides do Chromecast 😀

Caso esteja com cruriosidade basta acessar este link aqui http://www.google.com/starwars e ser feliz.

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Babi Dewet em Aracaju e a questão da publicação independente

Enfim conheci a Babi Dewet, a autora da trilogia “Sábado á Noite” da Editora Generale e de um dos contos do livro “Um ano Inesquecível”, da Editora Gutemberg. A Babi é uma das autoras nacionais a qual tenho mais interesse porque foi uma das minhas inspirações, além da Carina Ricci, para publicar de forma independente.

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Sinceramente não sei há quantos anos conheço o trabalho e o blog da Babi, somente que ela ainda não tinha publicado o seu segundo livro. Também há muito tenho desejado conseguir uma dedicatória dela e a oportunidade surgiu no último dia 07/11.

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Eu já sabia sobre o bate-papo dela, que ocorreria na I Flise, contudo sob a organização do Colégio Módulo, mas arrisquei ir para Salvador no dia 06 e voltar correndo na manhã do dia 07 para ver se eu chegaria a tempo, e tenho que agradecer minha amiga Fernanda por seu horário preciso para me trazer de volta. Consegui chegar na cidade faltando 20 minutos para o início do evento, mas foi o necessário para tomar um banho na casa desta mesma amiga e correr até o Módulo, que fica a um quarteirão.

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O bate-papo teve a duração de 1 hora e a maioria das perguntas foram relacionadas com os personagens dos livros, somente a minha e a de um garotinho que pegou o microfone logo depois de mim, tiveram relação com a produção dos livros e vida profissional.

A única surpresa desagradável foi que para recolher a dedicatória todos nós precisávamos nos deslocar para o Parque da Sementeira, que fica em outro bairro, porém, o lado bom é que ela assinaria todos os livros que nós tivéssemos em mãos! A mulher publicou quatro livros e ela assinaria todos! Coitada! Eu sei o quanto é cansativo escrever dedicatórias e não sou famosa. A Babi é e deve ter uma munheca de ferro, não é possível!

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Passei, creio, que uma hora na fila e eu estava incrivelmente exausta, mas valeu muito a pena: o pessoal no estande do Módulo foi extremamente atencioso comigo quando souberam que eu tinha acabado de chegar de Salvador e que até aquele momento não tinha comido nada (descolaram até um lanche e água para mim) e a Babi foi super gentil também.

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Só não gostei do prefeito furando fila na minha frente para pegar uma dedicatória para a neta dele. Eu não me importaria em ceder meu lugar para ele para evitar o povo o urubuzando, mas o fofo nem licença pediu. Juro que eu devo ter saído em alguma fotografia dos assessores dele fazendo uma careta, a pena é que jamais terei uma destas fotos em mãos para guardar com carinho este momento em que levei uma carteirada silenciosa.

Abaixo está um vídeo que gravei contando um pouco como foi esse dia. Nele também está a parte do bate papo no Colégio Módulo onde pergunto sobre a experiência dela com a publicação independente. Assistam aí, deixem um “curtir” e aproveitem e inscrevam-se no canal clicando aqui.

Youtube | Twitter | Instagram | Snapchat: aegipcia

E aqui mais detalhes das dedicatórias (clique nas imagens para ver mais detalhes):

Até mais! Com amor e música. 😉

Bate e volta em São Paulo

viagem para são paulo 01

A minha semana em São Paulo foi curtíssima, deixando-me com a sensação de que partindo de lá eu tinha quebrado alguma parte importante da viagem, especialmente pelo o fato de que os últimos dois dias foram perdidos: eu e a minha irmã ficamos doentes. :/

Quando chegamos nem de longe o clima nos ajudou: assim que pousamos estava um calor horroroso. Fiquei realmente com pena dos paulistanos porque o problema não é só o Sol acabando com você, é a sensação térmica. Eu desidratei muito rápido, fiquei com a garganta inflamada e tinha dias em que o meu nariz ardia tanto que parecia que eu estava tendo algum ataque alérgico constante.

No sábado no horário da tarde realizei uma reunião com alguns dos leitores do Arqueologia Egípcia em um encontro intimista que ocorreu na Casa das Rosas, na Avenida Paulista, e que por mais incrível que pareça deu certo. Eu estava muito ansiosa em saber como seria o encontro, mas ocorreu tudo bem. Todos os que compareceram foram ótimos e gravamos o vídeo que esta disponível no canal do Arqueologia Egípcia.

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Foto @marciasandrine

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Foto @marciasandrine

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Foto @marciasandrine

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Foto @marciasandrine

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Foto @marciasandrine

No encontro com os leitores a Iara, garota que comentei no vídeo em que anuncio os motivos da ida para São Paulo, também compareceu e até participou das conversas 😀

No mesmo dia eu tinha ido mais cedo para a Livraria Cultura que não me encanta unicamente pelo o espaço e acervo, mas por sua história: tudo começou com uma moça e origem alemã chamada Eva Herz (1911-2001) que operava um minusculo negócio de empréstimos de livros na sala de sua própria casa. Aparentemente essa mulher tinha jeito para a coisa porque dois anos depois abriu a primeira Livraria Cultura na Rua Augusta onde desta vez vendia as obras. O seu filho herdou o negócio e ampliou o universo da mãe abrindo uma loja na Paulista e sendo o pioneiro no mercado brasileiro a vender livros pela a internet; quem contou-me esta história foi a minha mãe, quando externei para ela a minha preocupação em ter que gerenciar as vendas dos meus livros através do Arqueologia Egípcia. ❤

Márcia Jamille + Livraria Cultura

Foto @marciasandrine

O domingo foi reservado para o show do VAMPS que, nossa… Foi incrivelmente esmagador. CLARO que comentarei mais em um vídeo a parte. E na segunda-feira reencontrei a Iara para nos despedir e choramingar rememorando o maravilhoso show. Escolhi a Starbucks da Av. Paulista, próximo da Consolação para reencontrá-la (o ambiente é lindo e livre do cheiro de cigarro) e pedi um Refreshers de Frutas Vermelhas e um muffin de chocolate. Péssima escolha! Tudo ficou muito doce então deixei o muffin de lado e fiquei somente com o refreshers que estava ótimo.

No dia seguinte passei pelo MASP (e com tristeza ver que a estátua da deusa Hygéia não estava exposta desta vez… Minha peça favorita). Escolhi a terça-feira porque é o dia em que a entrada é franca e desta vez tive o raro prazer de não ver os vendedores de antiguidades tão típicos na entrada do MASP. Sou totalmente contra a venda de antiguidades por uma série de motivos e me revolta muito que o governo brasileiro seja tão maleável em relação a isso. E digo mais, eu já vi peças falsas serem vendidas por lá e sinceramente bem feito para quem compra.

MASP + Avenida Paulista + Márcia Jamille

Foto @marciasandrine

Mais tarde fui para o Bairro Liberdade onde aproveitei para conhecer a lanchonete vegana Broto de Primavera. Como gosto muito de “hambúrguer” de soja pedi a especialidade da casa, mas acabou não sendo do meu agrado; Achei o hambúrguer meio macilento e o molho muito viscoso. Mas o ambiente é bem agradável e o atendente super atencioso. Eles fazem cursinho para quem quer aprender sobre a culinária vegana. Se alguém tiver interesse em conhecer fica na Rua São Joaquim, 295.

hamburguer vegano

Foto @marciasandrine

Passeei pelo o bairro, mas não encontrei muita novidade: muitas lojas comercializavam a mesma coisa pelo o mesmo preço, as galerias (a exemplo da Sogo) com produtos de animes estavam vendendo figures das séries mais populares por preços altos (embora muitas tenham sido importadas da China mais baratas). Só comprei algumas besteirinhas (que mostrarei num vídeo que fiz no aeroporto).

Mas uma coisa eu notei: a Liberdade estava mais limpa, nada daquele monte de lixo que eu via pelo o chão nos outros anos de minha ida para Sampa ou o cheiro de gordura. Contudo tinha uma rua bem próxima do metrô que parecia que tinha um esgoto aberto, de tão pungente que era o odor. Foi nesse dia que os sintomas do resfriado tornaram-se mais fortes e precisei ficar de cama, o que me levou a cancelar a ida para a USP e outras atividades reservadas para os dias seguintes. Como dizem: o que é bom dura pouco!

(Resenha) “A menina que colecionava borboletas”, de Bruna Vieira

A menina que colecionava borboletas

Título: A menina que colecionava borboletas

Autora: Bruna Vieira

Editora: Gutenberg

Nº de páginas: 152

ISBN: 978-85-8235-122-2

Hora ficção, hora um lapso da vida da autora, este livro é uma antologia de alguns sentimentos femininos em alguns momentos enfadonhos, em outros curiosos. Confesso que tive uma relação de amor e ódio com esta obra e precisei conversar com outra garota para poder entendê-la.

A principio eu não tinha interesse alguma por “A menina que colecionava borboletas”, a única coisa que me parecia verdadeiramente curiosa era a capa que é de uma beleza notável, contudo passei por um certo período de grande atividade com o meu site e eu precisava “escutar” o que uma “amiga” teria para me falar sobre o assunto, dar concelhos de como lhe dar com a popularidade que estava começando a ficar incomoda. Estacionei em uma livraria e em um breve passeio reencontrei esse livro e resolvi dar uma lida.

Já na apresentação a Bruna fala sobre aniversário e tentar não levar a sério as expectativas alheias. Parecia perfeito para mim não somente para entender outra pessoa que tinha passado por algo parecido comigo, mas porque em poucas semanas eu estaria aniversariando e aniversário sempre é uma data tensa para mim não por conta da nova idade, mas porque parece que todos os anos todos fazem competição para me irritar, enquanto eu só gostaria de ficar quieta em um canto.

Levei o livro para casa e não poderia estar mais enganada sobre o conteúdo.

O que eram crônicas interessantes tornaram-se em uma coletânea de choro angustiado adolescente e foi quase um martírio chegar até a metade da obra. Um misto de arrependimento e tentativa de finalizar o livro me preencheu até que fui desabafar com uma das minhas irmãs. Eu precisava “por para fora” o quanto aquelas crônicas eram ridículas, até que ela esclareceu que apesar de parecer situações surreais muito do que a Bruna estava citando em seus textos ocorriam com pessoas reais, muitas delas meninas ainda confusas com a própria maturidade sexual ou atordoadas pela expectativa da sociedade do que seria o seu “papel como mulher”.

Ter essa conversa abriu meus olhos, comecei a entender as dificuldades, inseguranças e anseios pelos quais as meninas eram obrigadas a passar por simples convenção social de “ter que amar” ou por pura imaturidade. Como muitas delas idealizam e superestimam o amor enquanto a realidade é muito mais crua. Caiu a ficha de que a autora é uma ótima observadora e isso explicou porque ela faz tanto sucesso entre o público adolescente.

Estar no comando da própria vida é uma das melhores sensações que o ser humano consegue experimentar. A melhor, até onde sei, ainda é o amor. Viver as duas coisas ao mesmo tempo não é tão simples quanto parece, como descrevem os filmes e livros. É raro. Muito raro. Nossa sorte é que tentar também é divertido — A menina que colecionava borboletas; pág. 15.

O livro foi escrito de forma bem impessoal onde encontramos termos como “sabe”, “né”, etc, como se ela estivesse conversando com alguém com quem tem grande amizade ou em seu diário. A obra também é composta por ilustrações da artista Malena Flores, a mesma desenhista que fez a capa.

Bruna, em um vídeo do seu canal, chegou a comentar o que estava planejando ao usar o termo “borboletas” no título. Ela queria fazer uma analogia com sentimentos e sentimentalismo é o que não falta nessa obra, o que pode incomodar um pouco as (os) leitoras (es) mais duras (os). Contudo, entre um texto e outro ela oscila entre aceitação da aparência, vida amorosa e trabalho. Em momento algum ela descreve garotas perfeitas, somente reais, então acho um livro válido para ler, especialmente se o (a) leitor (a) tiver interesse em ler vários recortes de reflexões em formato de crônicas somando ao fato de que a Bruna Vieira é uma autora que está crescendo cada vez mais, o que nos dá margem para imaginar no que ela se transformará em um futuro próximo. Mas já deixarei logo claro: alguns dos textos são tão melosos que dará vontade de arrancar os fios dos cabelos.

Sim, eu também desenho!

Marcia Jamille
“Prazer! Jamillinha!”… Nome dado por meu amigo João Moreno.

E também sei fazer malabarismo… Somente com duas laranjas, todavia, mas é um talento notável para alguém que é incapaz de realizar duas ações ao mesmo tempo.

Aprendi a desenhar na minha adolescência com uma garota mais nova do que eu e que tinha a maior paciência do Universo. Ela ensinou para mim as noções básicas dos traços de mangá. Hoje ela tem um estúdio de ilustrações.

Sempre desenhei como um hobby (mas isso é trabalho de muita gente, então respeitem hem!) e o meu material favorito no início foi o lápis, sem uma arte final, o que me levou a ser alvo de críticas por parte de um carinha metido a “editor de revistas” (sim gente, é sério, entre aspas porque ele tinha delírios de grandeza).

Por alguns anos fui bastante influenciada pelos traços da Érica Horita, desenhista brasileira que até hoje tenho vontade de conhecer e trocar algumas palavras, mas que provavelmente jamais verei na minha frente. Ela ilustrava a revista Ethora, a qual nunca li o final (snif).

Eu nunca desenvolvi meus desenhos e de qualquer forma nem sei se eu teria avançado porque parei de praticar. Foi quando aprendi em uma noite qualquer a vetorizar e desde então minhas madrugadas de insônia raramente são as mesmas.

desenho_marcia_jamille_esquema

Não sei desenhar cenários e nem tenho mesmo muita paciência (*desculpa esfarrapada*), por isso minhas ilustrações raramente possuem um fundo lindo e maravilhoso.

Meu tipo de personagem favorito de retratar são garotas pequenas e magrinhas, embora eu tenha muita vontade de desenhar as mais cheinhas também (sim, eu procrastino).

A maioria dos leitores do Arqueologia Egípcia provavelmente não sabem que eu desenho, mas já viram um trabalho meu centenas e centenas de vezes ao abrirem o blog #AEgipcia. Quem desenhou a “Jamillinha” foi eu, assim como o tema de Halloween de 2014 do mesmo blog onde além de me retratar vestida como uma egípcia estou acompanhada pelo Jack-o’lantern e faço uma singela homenagem ao VAMPS.

marcia_jamille_desenho_halloween_VAMPS

Só que eu ainda não contei para vocês que depois que comecei a colorir com vetores eu caguei com o meu desenho a lápis e faço agora rabiscos também com caneta bique e se brincar rola até carvão. Abaixo está o rabisco da imagem anterior. Vocês podem observar que o Jack está menor, a personagem tem cílios e a bandeira mais próxima; isso porque no computador eu mudei uma série de coisas.

marcia_jamille_desenho_halloween_VAMPS_rascunho

Desenhar é divertidíssimo: posso inventar pessoas novas, criar roupas, brincar com cores. Entretanto requer pâciencia também, não é algo que se aprende da noite para o dia.